Vento Norte
O frio nos castigava, aquela imagem sem vida aparente, apenas o branco da neve a cobrir a montanha, as árvores eram apenas galhos secos. Estava ali, eu, minha cabana e uma lareira, onde as labaredas
do fogo queimavam lentamente as madeiras, a qual foi cortada em medidas específicas que coubessem e assim me aquecia. Não recebíamos tantos visitantes, o que naquele
momento, tinha apenas um olhar perdido pela janela e uma xícara de chá e o branco tomava conta do horizonte.
O inverno se tornava um tanto solitário, às vezes o vento uivava, talvez querendo falar algo. Muitas vezes antes de dormir imaginava qual era o seu recado e limitava-me a sonhar, mesmo q o vento gelado cortasse a face, era muito doloroso, pois haviam muitas perdas mas sabia-se que era temporário, assim me ocupava com as rotinas diárias e ele voava.
Eram poucas as vezes q saia de casa, apenas quando era necessário, pois fazia como alguns animais, feliz trabalhava no verão, para superar o inverno rigoroso.
Sabe que muitas vezes penso, a natureza é tão mágica, pois mesmo nestas condições aqui dentro com uma mini estufa podia cultivar pequenas mudas.
Assim a esperança brotava com as sementes ,pois havia certeza que a estação ia passar como via diante de meus olhos.
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